Nossa Senhora da Anunciação

nossa_senhora_anunciação“Eis que conceberá e darás à luz um filho” (Lucas 1,31)

Celebramos uma das mais belas solenidades da Virgem Maria: “A anunciação do Senhor”. O anúncio da Encarnação do Filho de Deus é dirigido a uma pessoa bem específica. Esta pessoa está inserida em um povo de uma periférica Cidade da Galileia. O mensageiro de Deus, o anjo Gabriel, entra na história dos homens, se dirige a uma jovem pobre que vive a experiência dos “anawuins” – os pobres de Deus, que são aqueles que esperavam ansiosamente pela vinda do Salvador.

A narrativa do Evangelho de Lucas que fala da Anunciação e da Concepção do Filho de Deus no seio de Maria nos diz que este evento só acontecerá a partir do consentimento desta jovem judia e a Encarnação só se realizará após o seu “faça-se”. Deus entra em nosso mundo fazendo-se humano como nós; com isso diviniza-nos, dignifica-nos, eleva a natureza humana a um grau de santidade jamais imaginado por alguém. Com a Encarnação, Deus se insere no meio dos pobres sem ostentação, sem grandezas e sem poder. A entrada do Verbo de Deus no mundo por meio do Sim de Maria manifesta a suprema expressão do seu Amor para com a humanidade.

A centralidade do evento da anunciação está no magnífico anúncio que o anjo faz, não só a Maria, mas a toda a humanidade.  A grande notícia é a entrada do Filho de Deus no mundo e a porta pela qual entrará é a disponibilidade, a fé e um incondicional amor que possuía esta jovem chamada Maria. Por um amor sem limites a Javé deixa seus projetos pessoais para assumir o grande Projeto de Deus. Ela foi contemplada no Mistério da Encarnação como a escolhida para ser a mãe de Deus; ela é a aurora que precede o “Eterno Sol” o “Eterno Dia” – Jesus. Ante a grandeza do anúncio do anjo ela se submete num ato de fé e de humildade. Por ser humilde crê em coisas humanamente impossíveis e crendo, aceita. Por causa de sua humildade coloca-se a serviço de Deus como uma verdadeira serva. A magnífica noticia que o anjo Gabriel traz a Maria é a IDENTIDADE daquele que seria gerado em seu seio; disse o anjo: “Será chamado FILHO DO ALTÍSSIMO”.

É importante destacar ainda nesta pequena reflexão duas características de Maria que me são muito caras e que neste evento da anunciação merecem destaques particulares, e são decisivas para a Encarnação e para a Salvação da humanidade. Estas características são: a fé e a disponibilidade de Maria.

Anunciação do arcanjo São Gabriel a Nossa Senhora — Pintura do monge Filippo Lippi (1450) discípulo de Fra Angélico
Anunciação do arcanjo São Gabriel a Nossa Senhora — Pintura do monge Filippo Lippi (1450) discípulo de Fra Angélico

A fé: Maria é uma mulher de fé que pode ser colocada no mesmo patamar do pai da fé, Abraão, pois quando tem a certeza de que o que vai acontecer com ela vem de Deus e é vontade Dele, ela não coloca mais nada em discussão; assina um cheque em branco e diz: “FAÇA-SE EM MIM” mesmo sem saber como sucederão os fatos a partir daquele momento. DÁ UM SIM INCONDICIONAL e sem ver um milímetro à sua frente, dá o salto no escuro, acreditando no poder de Deus, acreditando no impossível. Como serva não terá mais direitos, por isso se coloca numa atitude de total disponibilidade ao SEU SENHOR.

A disponibilidade: A vida de Maria é uma porta aberta para Deus; é o modelo de toda disponibilidade que um ser humano possa ter: Disponível para Deus e disponível para o irmão.

Com o grande evento: ANUNCIAÇÃO/ENCARNAÇÃO sai de si mesma em direção ao outro e neste caso, diz o Evangelho, vai ao encontro de uma pessoa idosa, estéril, grávida que necessita de ajuda – Sua prima Isabel.

A visita do Arcanjo Gabriel à Virgem Maria, quando esta se encontrava em Nazaré, cidade da Galileia, marca o início de toda uma trajetória que cumpriria as profecias do Velho Testamento e daria ao mundo um novo caminho, trazendo à luz a Boa Nova. Ali nasceu também a oração que a partir daquele instante estaria para sempre na boca e no coração de todos os cristãos: a Ave Maria.

lanounciationMaria era uma jovem simples, noiva de José, um carpinteiro descendente direto da linhagem da casa de Davi. A cerimônia do matrimônio, daquele tempo, entretanto, estabelecia que os noivos só tivessem o contato carnal da consumação depois de um ano das núpcias. Maria, portanto, era virgem.

Maria perturbou-se ao receber do anjo o aviso que fora escolhida para dar a luz ao Filho de Deus, a quem deveria dar o nome de Jesus, e que Ele era enviado para salvar a Humanidade e cujo Reino seria eterno. Sim, porque Deus, que na origem do mundo criou todas as coisas com sua Palavra, desta vez escolheu depender da palavra de um frágil ser humano, a Virgem Maria, para poder realizar a Encarnação do Redentor da Humanidade.

Ela aceitou sua parte na missão que lhe fora solicitada, demonstrando toda confiança em Deus e em Seus desígnios, para o cumprimento dessa profecia e mostrou por que foi ela a escolhida para ser Instrumento Divino nos acontecimentos que iriam mudar o destino da Humanidade.

Ao perguntar como poderia ficar grávida, se não conhecia homem algum e recebeu de Gabriel a explicação de que seria fecundada pelo Espírito Santo, por graças do Criador, sua resposta foi tão simples como sua vida e sua fé: “Sou a serva do Senhor. Faça-se segundo a Sua vontade”.

Com esta resposta, pelo seu consentimento, Maria aceitou a dignidade e a honra da maternidade divina, mas, ao mesmo tempo, também os sofrimentos, os sacrifícios que a ela estavam ligados. Declarou-se pronta a cumprir a vontade de Deus em tudo como sua serva. Era como um voto de vítima e de abandono. Esta disposição é a mais perfeita, é a fonte dos maiores méritos e das melhores graças. O momento da Anunciação, onde se dá a criação, na pessoa de Maria como a Mãe de Deus, que acolhe a divindade em si mesma, contém em si toda a eternidade e nesta toda a plenitude dos tempos.

Por isso a data de 25 de Março marca e festeja este evento que se trata de um dos mistérios mais sublimes e importantes da História do homem na Terra: a chegada do Messias, profetizada séculos antes no Antigo Testamento. Episódio que está narrado em várias passagens importantes do Novo Testamento.

A festa da Anunciação do Anjo à Virgem Maria é comemorada desde o Século V, no Oriente e a partir do Século VI, no Ocidente, nove meses antes do Natal, só é transferida quando coincide com a Semana Santa.

Retábulo sobre a anunciação - Mathis Gothart Grenewald
Retábulo sobre a anunciação. Obra de Matthias Grünewald – Óleo sobre madeira – 1512-1516. A obra está no Museu de Unterlinden em Colmar, França, na região da Alsácia. O museu está localizado num convento de monjas dominicanas do século XIII

Anunciação nas Artes:

A Anunciação é um dos mais frequentes temas da arte cristã, tanto no oriente quanto no ocidente, principalmente durante a Idade Média e o Renascimento, e figura no repertório de quase todos os grandes mestres. As imagens da Virgem Maria e do Anjo Gabriel, emblemáticas da pureza e da graça, eram o tema favorito na arte mariana católica romana.

A Anunciação de Maria é um dos temas mais abordados na pintura do Renascimento e tomou impulso após as visões de Santa Brígida, no século XIV, quando, segundo a tradição, Nossa Senhora lhe apareceu e narrou-lhe as principais cenas do nascimento de Cristo.

Obras sobre o tema foram criadas por artistas como Sandro Botticelli, Leonardo da Vinci, Caravaggio, Duccio e Murillo, entre outros. Os mosaicos de Pietro Cavallini em Santa Maria in Trastevere (1291), o afresco de Giotto na Capela Scrovegni em Pádua (1303), o afresco de Domenico Ghirlandaio na igreja de Santa Maria Novella (1486) e a escultura dourada de Donatello na Basílica de Santa Croce (1435), ambas em Florença, são exemplos famosos.

Cappella degli Scrovegni, também conhecida como Capela Arena é uma igreja em Pádua, na região do Vêneto, Itália. Ela contém um ciclo de afrescos de Giotto, executada em 1305, que é uma das mais importantes obras-primas da arte ocidental. A igreja foi dedicada a Santa Maria della Carità na Anunciação, 1303. O ciclo de afresco de Giotto enfoca a vida da Virgem e celebra seu papel na salvação humana. A capela também é chamada de Capela Arena porque foi construída em uma área comprada por Enrico Scrovegni, que era o local de um anfiteatro romano, onde ocorriam procissões ao ar livre e representações sagradas da Anunciação. Um moteto de Marchetto da Padova parece ter sido composto para a dedicação em 25 de março de 1305.

Tradições:

No calendário litúrgico das Igrejas Católica, Anglicana e Luterana, a data da festa é alterada sempre que ela cair na Semana Santa ou num domingo. Para evitar o domingo antes da Semana Santa, o dia seguinte (26 de março) será o dia da celebração. Em anos como 2008, quando 25 de março caiu na Semana Santa, a Anunciação foi comemorada na segunda apos a oitava da Páscoa, que é o domingo após a Páscoa.

Maria é chamada verdadeiramente Mater Dei, em latim e no cristianismo oriental, Maria é chamada de Theotokos (“Mãe de Deus”). O troparion tradicional (hino do dia) da Anunciação remonta à época de Atanásio de Alexandria.

A Festa da Anunciação é uma das Grandes Festas do ano litúrgico. Sendo o primeiro ato da Encarnação de Jesus, a Anunciação tem tanta importância na teologia oriental que a Liturgia Divina Festiva de São João Crisóstomo é sempre celebrada no dia 25 de março, independente de quando este dia cair, mesmo se for no dia da Pascha, uma coincidência que é chamada de Kyriopascha . É também a única possibilidade da Divina Liturgia ser celebrada na Grande e Sagrada Sextaé se ela cair no dia 25 de março. Por conta disso, o ritual de celebração desta festa é um dos mais complicados de toda a liturgia da Igreja Ortodoxa.

Altar da Anunciação (c.1425) Um magnífico exemplar da pintura flamenga primitiva
Altar da Anunciação (c.1425)
Um magnífico exemplar da pintura flamenga primitiva

Origem da festa:

Esta festa era observada já muito cedo pelos calendários cristãos. Segundo Talley, liturgista anglicano, a data baseia-se na tradição judaica e pensamento rabínico. Ele observa que os nascimentos e as mortes, inícios e finais, já eram celebrados em uma data específica. Dada a suprema importância de 14 Nisan, a data da Páscoa judaica, era uma escolha óbvia para os novos cristãos marcar o início de sua história, ou seja, a Anunciação da vinda de Jesus Cristo.

As primeiras alusões à festa encontram-se no cânon do Décimo Concílio de Toledo (656). O Concílio de Constantinopla (692) proibiu a celebração de festas durante a Quaresma, excetuando-se os domingos (Dia do Senhor) e a Anunciação. Uma origem ainda mais antiga já foi alegada para ela, alegando que a festa foi citada nos sermões de Atanásio de Alexandria e de Gregório Taumaturgo, mas ambos os documentos são hoje considerados espúrios. O Sínodo de Worcester, na Inglaterra, em 1240, proibiu todo o trabalho servil nesta data.

Ordem religiosa

Ordem da Anunciação (Latim: Ordo de Annuntiatione Beatae Mariae Virginis), (sigla O.Ann.M.) é uma ordem religiosa católica de clausura monástica e de orientação puramente contemplativa. Fundada a 20 de Outubro de 1502 por Santa Joana de Valois, Rainha de França, e por Frei Gabriel Maria Nicolas, a ordem foi aprovada pelo Papa Alexandre VI nesse mesmo ano.

Ordem da Santíssima Anunciação (Latim: Ordo Sanctissimae Annuntiationis), (sigla O.SS.A.) é uma ordem religiosa católica de clausura monástica e de orientação puramente contemplativa surgida no século XVII. Fundada pela Beata Maria Vitória de Fornari Strata, esta ordem religiosa foi aprovada provisoriamente a 6 de Agosto de 1613, pelo Papa Paulo V, e aprovada definitivamente a 15 de Março de 1604, pelo Papa Clemente VIII.

Às monjas é dado o nome de Celestes (ou Monjas da Anunciação Celeste) e atualmente existem conventos da sua ordem religiosa na Itália, em Portugal, em Espanha, na França, nas Filipinas, na Romênia e no Brasil.

O toque das Ave-marias

A devoção a Nossa Senhora da Anunciação levou muitas ordens religiosas a honrarem-se com o distintivo da Anunciação de Maria e o mesmo espírito de devoção levou o papa Urbano II a ordenar em 1095, que por três vezes ao dia, pela manhã, ao meio dia e à noite, se tocassem os sinos para lembrar aos fieis a reza das “Ave-Marias”. Ainda hoje o toque das Aves Marias se faz em muitos lugares. Já Santo. Antônio pregava a devoção das “Três Ave-Marias”, mas ela tomou maior incremento quando a própria Virgem aconselhou Santa Matilde (1241-1297), para obter a graça de uma boa morte. São Leonardo, grande pregador missionário e Santo Afonso Maria de Ligório foram apóstolos ardorosos desta devoção.

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Iconografia da Virgem – parte 2

Imagem: Albrecht Dürer, Virgem sentada no crescente lunar. Frontispício da História da Vida da Virgem, 1510 (1500-5), 13×8 cm, Connecticut College Print Collection, e à direita, de autoria de um dos irmãos Wierix, sem título, 2ª metade do séc. XVI, gravura em metal, 10 x 7 cm, Antuérpia. Imagem da Connecticut College Print Collection em http://www.conncoll.edu/visual/

Por volta de 1503, encontramos alguns exemplos de representação que podem ser associados à atual iconografia da Imaculada que conhecemos hoje: uma gravura de Dürer para o Frontispício da sua História da Vida da Virgem (1500-1505), onde a Virgem é retratada como uma mulher com um menino nos braços sentada sobre um crescente lunar e acima de sua cabeça uma coroa formada de doze estrelas; uma gravura sem título dos Irmãos Wierix (2ª metade do séc. XVI – provavelmente uma cópia de um trabalho de Dürer) mostrando a Virgem como uma mulher de pé sobre um crescente lunar com um menino no braço direito; e uma iluminura de Antoine Vérard para o livro de horas Horæ Beatæ Virginis Marie Sarum (1505) onde a Virgem é representada mais uma vez como uma mulher de pé, com um menino no braço direito, só que desta vez temos a adição de um lírio branco em sua mão esquerda.

Imagem: À esquerda, A Virgem de Guadalupe, c. 1531, óleo e têmpera sobre tecido, Santuário da Virgem de Guadalupe, Cidade do México, e à direita, Nuestra Señora de los Milagros (La Conquistadora), madeira policromada e dourada, Museo de San Ignacio, Paraguay.

Ao longo do século XVI, se consolida a representação da Virgem sobre o crescente lunar que chega à América na invocação da Virgem de Guadalupe, cuja primeira representação conhecida data de 1531. Na Europa a representação da Virgem associada ao crescente lunar parece ter se difundido largamente através dos livros de horas – livros de oração utilizados por boa parte da comunidade letrada européia. Note-se que até então este conjunto de atributos foi associado com a Virgem, e não especificamente com a Imaculada. Mas é justamente entre os séculos XVI e XVII que aparecem as primeiras representações da Imaculada Concepção como a reconhecemos hoje. Ao crescente lunar, foi adicionada a serpente que por vezes aparece mordendo uma maçã, numa clara alusão à expulsão de Adão e Eva do paraíso.

Embora a associação da Virgem com a lua tenha sido herdada da Vênus romana, ela também aparece no Cântico dos Cânticos e na Litania. Seu aparecimento sob os pés da Virgem, assim como a adição da coroa de doze estrelas e da serpente – que a partir do final do século XVI freqüentemente aparece sob os pés da Imaculada – ao seu repertório de atributos se consolidou através da associação da invocação da Imaculada Concepção com a mulher do Apocalipse.

Iconografia da Virgem – parte 1

A iconografia da Virgem, e sobretudo da Imaculada, é uma das mais ricas dentro da tradição católica em termos de atributos, graças às várias associações que foram sendo feitas à invocação ao longo dos séculos. Datando do ano de 1503 encontramos uma outra representação da Virgem que a associa ao Cântico do Cânticos no livro de Horas da Virgem ‘Heures a l’usage de Rome’.9 Nesta ilustração aparece uma representação da Virgem como uma mulher jovem de mãos postas, cercada de elementos que flutuam ao seu redor e vêm acompanhados de tarjas com dizeres retirados do Cântico dos Cânticos.

Abaixo de uma representação em busto do Pantocrator encontramos os dizeres: Tota pulchra es amica mia et macula non est in te (toda bela és, amiga minha, e não há macula em ti). Logo abaixo, encontramos uma série de atributos acompanhados de dizeres retirados de traduções latinas de vários livros bíblicos do Antigo Testamento – Cântico dos Cânticos, Eclesiastes, Sabedoria, Salmos e Isaías – como também de Ave Maris Stella, um hino em louvor à virgem de origem ignorada e que data pelo menos do séc. IX e da Litania da Santíssima Virgem Maria, aprovada em 1587 pelo papa Pio V, mas utilizada desde a Idade Média.

A seguir as interpretações sobre a gravura deste artigo:

• o sol e a lua => electa ut sol; pulchra ut luna (brilhante como o sol, bela como a lua), Cânticos 6:9;
• porta do céu(Porta coeli), Ave Maris Stella, hino medieval em louvor à Virgem, c. séc. IX;

• cedro do Líbano (sicut cedrus exaltata), Eclesiastes 24:17;

• roseiral (plantatio rosae), Eclesiastes 24:18;

• poço de água viva (puteus aquarum viventium), Cânticos 4:15;

• broto de Jessé florido (virga Iesse floriut), Isahia 11:1. ‘E sairá um broto da raíz de Jessé e de sua raíz surgirá uma flor’ (Et egredietur virga de radice Iesse et flos de radice eius ascendet). Jessé era pai de David e, portanto, dá origem aos vários ancestrais de Cristo. A flor a que se refere o versículo, pode ser interpretada como a Virgem com seu filho divino.

• jardim cercado (hortus conclusus), Cânticos, 4:12;

• estrela do mar (stella maris), Ave Maris Stella;

• lírio entre espinhos (sicut lilium inter spinas), Cânticos 2:2;

• oliveira (oliva speciosa), Eclesiastes 24:19;

• torre de Davi (turris davidica cum propugnaculis), Litania e Cânticos (turris David) 4:4;

• espelho sem mácula (speculum sine macula); Sabedoria 7:26;

• fonte dos jardins (fons [h]ortorum), Cânticos 4:15;

• cidade de Deus (civitas Dei) Salmo 86: