Nossa Senhora da Agonia

nossa-senhora-da-agonia (4)Origem e significado de “Agonia”

A palavra agonia tem sua origem na angustiante luta entre os gladiadores na Roma antiga. Por isso, a Virgem Maria passou a ser invocada por pescadores de Viana do Castelo em Portugal, como nossa Senhora da Agonia. Eles passaram a usar o título “da Agonia” pelo fato de enfrentarem sempre a grande luta contra os perigos do naufrágio. O mar da região era muito bravio e, com a ajuda de tufões, jogava os barcos em direção a uma falésia chamada de “Penedo Ladrão”. As famílias dos corajosos pescadores assistiam a tudo do cais, angustiadas com a luta que aqueles homens travavam pela vida. Ajoelhadas, elas clamavam fervorosamente por Nossa Senhora da Agonia.

O santuário

Em Viana do Castelo, Portugal, existe um Santuário que foi construído para veneração a Nossa Senhora da Agonia. Foi construído em 1700 e, desde então, começaram inúmeras peregrinações levando multidões rumo ao santuário.

Devoção Festiva

Os pescadores do Norte de Portugal vão ao santuário de Nossa Senhora da Agonia para fazer seus pedidos de proteção e para agradecer pelas graças recebidas. Entre as cerimonias realizadas em louvor à Santa, pode-se citar uma procissão de barcos, organizada pelos pescadores. Um espetáculo encantador e emocionante.

Uma procissão muito famosa

A procissão marítima foi o que deu início às grandes cerimônias em louvor à Senhora da Agonia. Essa festa ficou tão famosa que pessoas de diversas nações da Europa viajam à Viana do Castelo, não apenas para fazer pedidos à Senhora, mas também como turistas para assistir aos fogos e shows pirotécnicos da festa.

Touradas

Também são realizadas grandes touradas, que atraem principalmente os espanhóis. Por mais que sejam festas que não demonstrem devoção, aqueles que visitam Viana do Castelo não deixam de ir ao o Santuário, para rezar e homenagear a Nossa Senhora da Agonia, que, mesmo sendo conhecida por diversos nomes, é sempre a Mãe de Jesus.

santuario agoniaSantuário de Nossa Senhora da Agonia no Brasil

O início comunidade Nossa Senhora da Agonia se deu em agosto de 1990, quando seus primeiros membros se interessaram em construir um templo no bairro Pinheirinho, onde residia grande parte desses fiéis. Foi então que eles começaram a pedir para algumas pessoas que possuíam terras nas proximidades, que doassem um terreno para o templo.

Não demorou muito, e logo receberam com muita alegria a notícia de que um senhor português, chamado Antônio de Lima Costa, radicado no Brasil há muitos anos, estava querendo doar um terreno no alto de uma colina, para que nela se construísse um templo.

A doação foi feita, e perguntado ao Sr. Antônio de Lima Costa se havia algum padroeiro escolhido por ele ou por sua família, ele respondeu: “É a SENHORA DA AGONIA. Já mandei entalhar sua imagem em Portugal”. O título sugerido não era do conhecimento de ninguém da comunidade, com exceção do doador do terreno e sua família. Este título surgiu em Portugal por volta de 1700. O Sr. Costa era muito devoto da Senhora da Agonia.

O santuário está localizado na Avenida Nossa Senhora da Agonia S/N, bairro de Nossa Senhora da Agonia em Itajubá/MG

nossa senhora da agonia 1Oração a Nossa Senhora da Agonia

Maria conhece todas as nossas necessidades, mágoas, tristezas, misérias e esperanças. Interessa-se por cada um de seus filhos, roga por cada um com tanto ardor como se não tivera outro. (Serva de Deus, Madre Maria José de Jesus)

Ó Maria, Rainha dos Mártires, Senhora da Agonia, vós que permaneceste de pé junto à Cruz de Vosso Divino Filho Jesus e, às suas palavras: Mulher, eis o teu Filho; filho, eis a tua Mãe, tornaste-vos nossa Mãe; acolhei, com bondade, nossa prece filial.

Ó Senhora da Agonia, assim como o discípulo acolheu-Vos em sua casa, também nós queremos abrir-Vos as portas de nossos corações, de nossos lares, consagrando-vos toda a nossa vida passada, presente e futura.

Exercei, pois, Vossa função de Mãe, ensinando-nos a viver, em todos os momentos e vontade de Deus, levando-nos assim a imitar o Vosso sim de Nazaré, que culminou com o sim do Calvário. Vinde, ó Mãe, em socorro de nossas angústias, não permitindo que nos desviemos do caminho do bem, da verdade e do amor. Conduzi nossas vidas ao porto seguro da salvação que é Jesus. Ousando somar nossas agonias às vossas, diante desta dificuldade pedir a graça desejada, recorremos à vossa maternal proteção, com a confiança de que não ficaremos decepcionados em nossas súplicas. Amém. Nossa Senhora, rogai por nós. Amém.

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Nossa Senhora de Nazaré

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Representação da aparição de Nossa Senhora da Nazaré, em Portugal, e do milagre com o nobre guerreiro D. Fuas Roupinho.

A devoção teve início com uma famosa aparição e milagre ocorridos em Portugal e espalhou-se pelas colônias portuguesas. No Brasil, a devoção a Nossa Senhora de Nazaré tem grande expressão em Belém (Pará) através do Círio de Nazaré, que se tornou uma das maiores procissões católicas do mundo, reunindo anualmente cerca de dois milhões de pessoas.

Origem da devoção em Portugal

Segundo a tradição, a sagrada imagem de Nossa Senhora da Nazaré foi esculpida por São José, sendo mais tarde pintada por São Lucas. No século sexto foi levada para a Espanha permanecendo no Mosteiro de Cauliniana, perto de Mérida, até 711, ano em que após a batalha de Guadalete foi levada para Portugal, onde permaneceu escondida, quase ignorada numa gruta do litoral, até ao ano de 1182, quando o cavaleiro D. Fuas Roupinho, por sua interseção, foi salvo milagrosamente, conforme conta a Lenda da Nazaré. O título desta invocação veio a dar o nome à vila da Nazaré, onde a imagem é venerada no Santuário de Nossa Senhora da Nazaré. Esta devoção foi conhecida em todo o Império Português, sobretudo devido à ação evangelizadora dos Jesuítas que consagraram a Nossa Senhora da Nazaré a sua principal casa de noviciado, em Lisboa, a capital do Império.

Imagem em azulejos na Capela de N. Sra. da Nazaré de Cortegaça - Portugal
Imagem em azulejos na Capela de N. Sra. da Nazaré de Cortegaça – Portugal

Devoção no Brasil
Em Saquarema 

No ano de 1630, no dia 8 de setembro, após uma forte tempestade, um pescador saiu para ver suas redes próximo ao mar de Saquarema. Ao passar pela colina, onde hoje está erguida a Matriz encontrou próximo ao Costão, morro de pedras que fica localizado no centro da cidade, uma forte luz. Decidiu então chegar mais próximo e encontrou uma imagem de Maria (Mãe de Jesus, deu-lhe então o título Nossa Senhora de Nazaré.

 Saquarema é o berço da devoção à Senhora de Nazaré no Brasil,em nosso país foi aqui que tudo começou, de Portugal a devoção veio direto para Saquarema. Até os dias de hoje esta verdadeira e única imagem encontra-se em sua Matriz sendo cercada de amor, e encontra-se revestida com seu tradicional e rico manto, símbolo desta devoção, reinando através dos séculos com quase 400 anos de história, fé e devoção. Existe uma comoção popular para que a Excelsa Virgem um dia seja proclamada Padroeira do Estado do Rio de Janeiro.
Imagem Nossa Senhora Nazaré de Belém(PA)
Imagem Nossa Senhora Nazaré de Belém(PA)

No Pará
A devoção à Nossa Senhora de Nazaré é de origem portuguesa. Introduzida no Pará pelos jesuítas, há mais de 200 anos é cultuada na festa do Círio de Nazaré.

Consta que a imagem de Nossa Senhora de Nazaré foi encontrada pelo caboclo Plácido José de Souza no ano de 1700, às margens do igarapé Murucutu. Plácido a levou para sua casa e no dia seguinte a imagem havia desaparecido. O caboclo tornou a encontrá-la no igarapé, recolhendo-a novamente. O fato repetiu-se duas vezes até que foi construída uma pequena capela no local. Com o aumento da devoção, foi construída a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré nesta localidade, hoje Belém do Pará.

Em Belém ocorre todos os anos o Círio de Nossa Senhora de Nazaré e reúne mais de 2 milhões de fiéis que seguem esta imagem que é levada par à Casa de Deus, onde termina a procissão e há uma missa com todos os devotos.

Procissões semelhantes ocorrem no estado em Cametá, Marabá, Aurora do Pará,Mãe do Rio, Macapazinho, São Miguel do Guamá,Souré, São João de Pirabas, Vigia e também em Portel no Marajó.

Nossa Senhora de Nazaré também é cultuada na região norte, nordeste, sudeste e em Brasília , onde um grupo de paraenses introduziu o círio em 1960.

Nossa Senhora do Pilar

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Virgem do Pilar – Ximenez de Maza

A História.

Quando Jesus pediu para os discípulos se reunirem na Galileia para as últimas recomendações, disse-lhes: “Foi me dado todo poder no céu e na terra. Ide, pois ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinando-as a observar todas as coisas que vos mandei. Eu estarei convosco todos os dias, até o mundo.” (Mateus 28,17-20).

Podemos supor que os apóstolos se reuniram para fazer a distribuição dos trabalhos missionários e cada apóstolo recebeu uma região para levar o nome de Cristo. Na hora da partida, teriam solicitado as bênçãos de Maria como verdadeira Mãe.

São Tiago recebeu a incumbência de levar o nome do Salvador às províncias romanas da Espanha. Como os demais apóstolos fizeram, ele foi solicitar as bênçãos maternais a Maria Santíssima. Conforme narra à tradição, Nossa Senhora teria dito a ele: “Vai, meu filho, cumpre a ordem de teu Mestre e por Ele te rogo que naquela cidade da Espanha, em que maior número de almas converteres à fé, edifique em minha memória um templo no lugar que então indicarei”.

Tiago seguiu, então, para a Península Ibérica e pregou o nome de Jesus em muitas cidades. Mas foi na cidade de Zaragoza, às margens do rio Ebro, que seu trabalho foi coroado de êxito. Entre os convertidos ao cristianismo, estavam oito rapazes que passaram a ajudar Tiago em sua missão. À noite, reuniam-se para orar.

Conta-se que, certa noite depois de suas orações, Tiago foi repousar e acordou com vozes angelicais cantando a Ave Maria. Ele se ajoelhou e em seguida a Mãe de Deus sentada em um pedaço de coluna de mármore. Maria o convidou para se aproximar e lhe mostrou o lugar onde queria que fosse edificada a igreja. Disse-lhe que conservasse aquela coluna na qual estava sentada e a colocasse no altar do templo, pois aquele pilar permaneceria ali para sempre. O apostolo agradeceu à Mãe de Deus pelo imenso favor daquela manifestação (na realidade, uma bilocação, pois Maria ainda vivia). Essa é considerada a primeira aparição de Nossa Senhora.

Ajudado pelos oito rapazes, Tiago deu início à construção de uma capela, voltada para o Rio Ebro, colocando o pilar na parte superior do altar. Mais tarde, construiu-se ali, em Zaragoza, uma grande e majestosa basílica, em honra à Rainha do Céu, existente até hoje. Com o decorrer dos anos, nasceu à devoção a Nossa Senhora do Pilar, que logo se espalhou por todo o país e hoje é venerada como padroeira da Espanha.

Aparição da  Virgem a São Tiago e seus discípulos zaragozanos - Pintura de Goya
Aparição da Virgem a São Tiago e seus discípulos zaragozanos – Pintura de Goya

O Pilar de Luz

Então vi subitamente aparecer por cima do Apóstolo um esplendor no céu e Anjos que entoavam um magnífico canto e transportavam uma coluna resplandecente, que da base projetava um raio fino de luz sobre um lugar, alguns passos distante de Tiago, como para indicar esse ponto. A coluna tinha um brilho vermelho, era atravessada por muitas veias, muito alta e delgada, terminando em cima como um lírio, que se abre em línguas de luz, das quais uma raiava longe, em direção a Compostela, a oeste, as outras, porém, para as regiões próximas. (Formando assim um pilar)

Nessa flor de luz, vi a figura da Santíssima Virgem em pé, como sempre ficava em vida na terra, durante a oração, toda branca e transparente, com um brilho mais belo e suave que o da seda branca. Estava de mãos postas, uma parte do longo véu cobria-lhe a cabeça, a outra parte, porém, envolvia-a até os pés, de modo que com os pés delicados e pequenos estava sobre as cinco pétalas da flor da luz. Era um quadro indizivelmente doce e belo.

Vi que Tiago, orando de joelhos, levantou os olhos e recebeu interiormente de Maria a ordem de, sem demora, construir nesse lugar um templo, em que a intercessão de Maria se firmasse como uma coluna.

Ao mesmo tempo lhe anunciou a Virgem Santíssima que, depois de acabar a construção da Igreja, devia ir a Jerusalém, Tiago levantou-se, chamou os discípulos, que já tinham visto a luz e correram para junto dele e comunicou-lhes a aparição milagrosa e todos seguiam com os olhos o esplendor que ia desaparecendo.

Tendo executado em Zaragoza a ordem de Maria, Tiago constituiu uma comissão de doze discípulos, entre os quais também homens doutos, que deviam continuar a obra, que começara com tantas dificuldades e tribulações.

Em seguida partiu da Espanha para Jerusalém, como lhe ordenara a Virgem.

Nessa viagem visitou em Éfeso Maria, que lhe predisse a morte próxima, em Jerusalém, consolando e confortando-o. Tiago despediu-se de Maria e do irmão e continuou a viagem para Jerusalém, onde foi decapitado.

Sepulcro de São Tiago
Sepulcro de São Tiago

O corpo do Apóstolo São Tiago

O corpo do Apóstolo esteve algum tempo num sepulcro perto de Jerusalém. Quando, porém, se levantou uma nova perseguição, levaram-no alguns discípulos, entre os quais José de Arimatéia e Saturnino, para a Espanha. Mas a perversa rainha Lupa, que já antes perseguira S. Tiago, não quis permitir que o sepultassem ali.

Os discípulos tinham posto o santo corpo sobre uma pedra, que sob ele formou então uma cavidade, como um sepulcro. Sucedeu também que outros cadáveres, sepultados ao lado, foram lançados fora da terra. Lupa acusou os discípulos perante o rei, que os mandou prender; mas escaparam milagrosamente e o rei que os perseguia com cavalaria, passou sobre uma ponte, que desabou, morrendo ele com todos os companheiros. Lupa assustou-se tanto com esse fato, que mandou dizer aos discípulos que prendessem e atrelassem touros bravos num carro; onde estes levassem o corpo, ali poderiam construir uma Igreja. Esperava que os touros bravos destruíssem tudo. Um dragão opôs-se na região deserta aos discípulos, mas morreu fulminado, quando fizeram o sinal da cruz; os touros bravos, porém, tornaram-se mansos, deixaram-se atrelar ao carro e levaram o santo corpo ao castelo de Lupa. Ali então foi sepultado e o castelo transformado em Igreja, pois lupa converteu-se, confessando a fé cristã, com todo o povo.

No sepulcro do santo Apóstolo aconteceram muitos milagres. Mais tarde lhe foram transferidos os ossos para Compostela, que se tornou um dos mais afamados lugares de peregrinação. S. Tiago pregou cerca de quatro anos na Espanha.

A construção do Templo

Segundo uma antiga tradição, desde os primórdios de sua conversão, os cristãos primitivos ergueram uma capelinha em honra da Virgem Maria, às margens do rio Ebro, na cidade de Zaragoza, Espanha.

A capelinha primitiva foi sendo reconstruída e ampliada com o correr dos séculos, até se transformar na grandiosa basílica que acolhe, como centro vivo e permanente de peregrinações a numerosos fiéis que, de todas as partes do mundo, vêm rezar à Virgem e venerar seu Pilar.

Basílica Nossa Senhora do Pilar - Zaragoza - Espanha
Basílica Nossa Senhora do Pilar – Zaragoza – Espanha

Basílica de Zaragoza as margens do rio Ebro – Espanha

Muito para além dos milagres espetaculares, a Virgem do Pilar é invocada como refúgio dos pecadores, consoladora dos aflitos, Mãe da Espanha.

Sua ação é, sobretudo espiritual.

A devoção ao Pilar tem uma enorme penetração na Ibero-américa, cujos países celebram o dia do descobrimento de seu continente a 12 de outubro, isto é, no dia do Pilar.

A Basílica fica aberta o dia inteiro, mas nunca faltam os fiéis que chegam ao Pilar em busca de reconciliação, graça e diálogo com Deus.

É popular na Espanha, especialmente a região de Aragon, a jaculatória:

“Bendita seja a hora em que a Virgem veio em carne mortal a Zaragoza”.

O Papa João Paulo II

O Papa João Paulo II, por duas vezes escolheu este santuário como primeiro passo de suas viagens à América Latina: em 1979, para assistir à Conferência de Puebla e em 1984 para inaugurar as comemorações do V Centenário do descobrimento e o início da evangelização na América.

O Papa dizia nessa basílica, citando Puebla: “Ela (Maria) tem que ser cada vez mais a pedagoga do Evangelho na América Latina” (Puebla, 290). “Sim, continua dizendo o Papa, a pedagoga, a que nos conduz pela mão, que nos ensina a cumprir o mandato missionário de seu Filho e a guardar tudo o que Ele nos ensinou. O amor à Virgem Maria, Mãe e Modelo da Igreja, é garantia da autenticidade e da eficácia redentora de nossa fé cristã”.

Virgem do Pilar da Basílica em Zaragoza
Virgem do Pilar da Basílica em Zaragoza

Consagração a Nossa Senhora do Pilar

Virgem Imaculada! Minha Mãe! Maria!

Eu vos renovo, hoje e para sempre  a consagração de todo o meu ser para que disponhais de mim para o bem de todas as pessoas.

Somente vos peço, minha rainha e mãe da igreja,  força para cooperar fielmente  na vossa missão de trazer o reino de Jesus ao mundo.

Ofereço-vos, portanto,  Coração Imaculado de Maria, as orações e os sacrifícios deste dia, para que fiéis à nossa consagração,  sejamos igualmente disponíveis a colaborar convosco  na construção de um mundo novo,

Ó Maria concebida sem pecado!  Rogai por nós que recorremos a vós  e por todos quantos recorrem a vós, de modo particular as famílias de nossa comunidade paroquial, que vos venera com o título de Senhora do Pilar.

Salve Rainha…

Nossa Senhora do Rosário

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Autor: Stefano Maria Legnani Data: 1700-1705

Nossa Senhora do Rosário possui um devoção muito antiga. Teve origem com os Monges irlandeses no século VIII, que recitavam os 150 Salmos. Como os leigos não sabiam ler, os monges ensinaram a rezar 150 Pai Nossos, que mais tarde foram substituídos por 150 Ave Marias. Assim, a devoção, começou a se espalhar pelo mundo.
Em muitas aparições de Maria Santíssima, Ela pede, ensina e reza junto, a oração do Rosário, como em Lourdes, em Fátima e tantas outras.

Rosário de Nossa Senhora
A palavra Rosário quer dizer um tanto de rosas, um buquê de rosas que se oferece a Nossa Senhora. Cada Ave Maria é uma rosa que oferecemos à Mãe, com carinho e esperança. Assim, quando rezamos o Santo Rosário completo, oferecemos um buquê de duzentas rosas a Nossa Senhora.

A devoção de Nossa Senhora do Rosário
São Domingos de Gusmão, fundador da Ordem dos Dominicanos, foi o grande propagador do Rosário no início do século Xlll. A Igreja lhe conferiu o título de Apóstolo do Santo Rosário. Naquela época havia muitos hereges que desviavam os fieis da Igreja Católica. São Domingos, com a prática da oração do Rosário, a pedido de Nossa Senhora, começou a combater as heresias dos albingenses, que crescia vertiginosamente na França. Imagem 1 – Nossa Senhora do Rosário com São Domênico e Santa Rosa.

O Papa mandou vários missionários para combater os hereges, mas nada conseguiram. Somente São Domingos, com a criação de sua ordem e com a insistente oração do Rosário, é que conseguiu acabar com esses hereges. São Domingos dizia que em todas as orações do Rosário pedia a intercessão de Maria Santíssima para converter os hereges e com o passar dos anos conseguiu.

Papa João Paulo II, o Papa de Nossa Senhora do Rosário
João Paulo II dedicou todo o seu Pontificado a Maria Santíssima. Ele declarou logo no primeiro dia de seu pontificado: Totus tuus Mariae (Tudo é de Maria). A devoção a Nossa Senhora do Rosário foi amplamente difundida e divulgada. Ele acrescentou mais um conjunto de Mistérios ao Rosário – os Mistérios Luminosos – em uma Encíclica que escreveu sobre o Santo Rosário.

3nsra-rosario1A Oração que veio do Céu
O que dá verdade e embasamento ao Santo Rosário, é que nos foi ensinado pelo próprio Jesus, por Maria Santíssima e pelo anjo do Senhor. O Pai Nosso foi ensinado por Jesus quando disse aos apóstolos: quando forem rezar, dizei: Pai nosso que estais no Céu, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a sua vontade, assim na terra como do Céu. O pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, não nos deixeis cair em tentação, e livrai-nos de todo o mal. Amém.
A oração da Ave Maria, foi nos ensinada pelo Anjo Gabriel, que apareceu a Maria dizendo: Ave Maria Cheia de graça, o Senhor é convosco. Santa Isabel, cheia do Espírito Santo, como nos diz Lucas, disse a Maria: bendita sóis vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre, Jesus. E a Igreja completou escrevendo: Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte amém.

3nsra-rosarioContemplação dos Mistérios do Rosário
Atualmente o Santo Rosário é dividido em quatro conjuntos de mistérios, onde contemplamos os momentos da vida de Jesus e de Maria. Os quatro conjuntos de Mistérios são:
Mistérios Gozosos nos quais se contemplam a anunciação do Anjo a Maria; a visita de Maria a sua prima Isabel; o nascimento de Jesus em Belém; a apresentação de Jesus no templo; e Jesus perdido e achado no templo entre os doutores da lei.
Mistérios Dolorosos nos quais se contemplam a agonia de Jesus no Horto das Oliveiras; a flagelação de Jesus; a Coroação de Espinhos; Jesus carrega a Cruz até o Calvário; a Crucificação e morte de Jesus.
Mistérios Gloriosos nos quais se contemplam a Ressurreição de Jesus; a sua Ascensão ao Céu; a vinda do Espírito Santo Sobre os Apóstolos e Maria; a Assunção de Maria ao Céu; a coroação de Maria.
Mistérios Luminosos foram escritos pelo próprio Papa João Paulo II, em sua carta apostólica, Rosarium Virginis Mariae, no ano de 2002. Nestes mistérios contemplam-se toda a Vida pública de Jesus: o Batismo no Rio Jordão; o Milagre nas bodas de Caná; a proclamação do Reino do Céu e o convite a Conversão; a Transfiguração de Jesus no Tabor; a Instituição da Eucaristia.

Milagres de Nossa Senhora do Rosário
A devoção a Nossa Senhora do Rosário atravessa os séculos, trazendo a Igreja para o lado de Maria Santíssima, que a leva para a Salvação de Jesus. O Rosário de Maria une a terra aos Céus. Maria Santíssima, em suas aparições, sempre insiste para que as pessoas rezem o Rosário, que é um dos caminhos para se chegar a Jesus e a Salvação eterna. O Santo Rosário é também uma poderosa arma de intercessão, um meio certo de se obter graças através da Virgem Maria.

Esta publicação é uma reedicão da versão anterior. Esta mais reduzida e com acréscimo de três novas imagens – ver publicação anterior Nossa Senhora do Rosário

Nossa Senhora de Lourdes

bernadette-mary-paintingAs aparições de Nossa Senhora de Lourdes começaram no dia 11 de fevereiro de 1858, dizem que apareceu em 1874, quando Bernadette Soubirous, camponesa com 14 anos, foi questionada por sua mãe, pois afirmava ter visto uma “dama” na gruta de Massabielle, cerca de uma milha da cidade, enquanto ela estava recolhendo lenha com a irmã e uma amiga. A “dama” também apareceu em outras ocasiões para Bernadette até os dezessete anos.

Bernadette Soubirous foi canonizada como santa, por suas visões da Virgem Maria. A primeira aparição da “Senhora”, relatada por Bernadette foi em 11 de fevereiro. O Papa Pio IX autorizou o bispo local para permitir a veneração da Virgem Maria em Lourdes, em 1862.

Em 11 de Fevereiro de 1858, Bernadette Soubirous foi com a irmã Toinette e Jeanne Abadie para recolher um pouco de lenha, a fim de vendê-la e poder comprar pão. Quando ela tirou os sapatos e as meias para atravessar a água, junto às da gruta de Massabielle, ela ouviu o som de duas rajadas de vento, mas as árvores e arbustos não se mexeram. Bernadette viu uma luz na gruta e uma menina, tão pequena como ela, vestida de branco, com uma faixa-azul presa em sua cintura com um rosário em suas mãos em oração e rosas de ouro amarelo, uma em cada pé. Bernadette tentou manter isso em segredo, mas Toinette disse a mãe. Por essa razão ela e sua irmã receberam castigo corporal pela sua história. Três dias depois, Bernadete voltou à gruta com as outras duas meninas. Ela trouxe água benta para utilizar na aparição, a fim testá-la e saber se não “era maligna”, porém a visão apenas inclinou a cabeça com gratidão, quando a água foi dada a ela.

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A imagem de Nossa Senhora encontrada na gruta onde ela apareceu

Em 18 de fevereiro, ela foi informada pela senhora para retornar à gruta, durante um período de duas semanas. A senhora teria dito: “Eu prometo fazer você feliz não neste mundo, mas no próximo“. Após a notícia se espalhar, as autoridades policiais e municipais começaram a ter interesse. Bernadette foi proibida pelos pais e o comissário de polícia Jacomet para ir lá novamente, mas ela foi assim mesmo. No dia 24 de Fevereiro, a aparição pediu oração e penitência pela conversão dos pecadores. No dia seguinte, a aparição convidou Bernadette a cavar o chão e beber a água da nascente que encontrou lá. Como a notícia se espalhou, essa água, foi administrada em pacientes de todos os tipos, e muitas curas milagrosas foram noticiadas. Sete dessas curas foram confirmados como desprovidas de qualquer explicação médica pelo professor Verges, em 1860.

A primeira pessoa com um milagre certificado era uma mulher, cuja mão direita tinha sido deformada em conseqüência de um acidente. O governo vedou a Gruta e emitiu sanções mais duras para alguém que tentasse chegar perto da área fora dos limites. No processo, as aparições de Lourdes tornaram-se uma questão nacional na França, resultando na intervenção do imperador Napoleão III, com uma ordem para reabrir a gruta em 4 de Outubro de 1858. A Igreja decidiu ficar completamente longe da polêmica.

O Santuário de Nossa Senhora de Lourdes.
O Santuário de Nossa Senhora de Lourdes.

Bernadette, conhecendo bem o local, conseguiu visitar a gruta à noite, mesmo quando vedada pelo governo. Lá, em 25 de março, a aparição lhe disse: “Eu sou a Imaculada Conceição“. No domingo de Páscoa, 7 de abril, o médico examinou Bernadette e observou que suas mãos seguravam uma vela acesa e mesmo assim não possuíam qualquer queimadura. Em 16 de Julho, Bernadette foi pela última vez à Gruta e relatou que “Eu nunca a tinha visto tão bonita antes“. A Igreja, diante de perguntas de nível nacional, decidiu instituir uma comissão de inquérito, em 17 de Novembro de 1858.

Em 18 de Janeiro de 1860, o bispo local declarou que: “A Virgem Maria aparecera de fato a Bernadette Soubirous“. Estes eventos estabeleceram o culto mariano de Lourdes, que, juntamente com Fátima, é um dos santuários marianos mais frequentados no mundo, ao qual viajam anualmente entre 4 e 6 milhões de peregrinos.

Assunção da Virgem Maria

Assunção da Virgem. 1616. Por Rubens, atualmente nos Museus Reais de Belas-Artes da Bélgica.
Assunção da Virgem.
1616. Por Rubens, atualmente nos Museus Reais de Belas-Artes da Bélgica.

A Assunção da Virgem Maria, informalmente conhecido apenas por A Assunção, de acordo com as crenças da Igreja Católica Romana, da Igreja Ortodoxa, das Igrejas Ortodoxas Orientais e partes do Anglicanismo, foi a assunção do corpo da Virgem Maria no Céu ao final de sua vida terrestre.

O catolicismo romano ensina como um dogma que a Virgem Maria “tendo completado o curso de sua vida terrestre, foi assumida, de corpo e alma, na glória celeste”. Esta doutrina foi definida dogmaticamente pelo papa Pio XII em um de novembro de 1950 na constituição apostólica Munificentissimus Deus dentro do exercício da infalibilidade papal. Ainda que as Igrejas Católica e Ortodoxa acreditem na Dormição de Maria, que é o mesmo que a Assunção, a morte de Maria não foi definida dogmaticamente.

Em Munificentissimus Deus (item 39), Pio XII aponta para o Gênesis (Gênesis 3:15) como o apoio nas escrituras para o dogma, destacando a vitória de Maria sobre o pecado e sobre a morte, como também aparece em I Coríntios 15:54 :: “então se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória”4 5 6 .

Nas igrejas a Assunção é uma festa maior, geralmente celebrada em 15 de agosto.

História da Crença

Embora a Assunção (em latim: assūmptiō – “elevado”) tenha sido definida em tempos relativamente recentes como um dogma infalível pela Igreja Católica e, a despeito de uma afirmativa de Epifânio de Salamina em 377 de que ninguém sabia se Maria havia morrido ou não, relatos apócrifos sobre a assunção de Maria ao céu circulam desde pelo menos o século IV.

A morte da Virgem. 1606. Por Caravaggio. Atualmente no Louvre.
A morte da Virgem.
1606. Por Caravaggio. Atualmente no Louvre.

A própria Igreja Católica interpreta o capítulo 12 do Apocalipse como fazendo referência ao evento. A mais antiga narrativa é o chamado Liber Requiei Mariae (“O Livro do Repouso de Maria”), que sobrevive intacto apenas em uma tradução etíope. Provavelmente composta no início do século IV, esta narrativa apócrifa cristã pode ser do início do século III. Também muito primitivas são as diferentes traduções dos “Narrativas da Dormição dos ‘Seis Livros”. As versões mais antigas deste apócrifo foram preservadas em diversos manuscritos em siríaco dos séculos V e VI, embora o texto em si seja provavelmente do século IV.

Apócrifos posteriores que se basearam nestes textos mais antigos incluem o De Obitu S. Dominae, atribuído a São João, uma obra provavelmente da virada do século VI que é um sumário da narrativa dos “Seis Livros”. A assunção também aparece no De Transitu Virginis, uma obra do final do século V atribuída a São Melito que preserva uma versão teologicamente editada das tradições presentes no Liber Requiei Mariae. Transitus Mariae conta a história de como os apóstolos teriam sido transportados por nuvens brancas até o leito de morte de Maria, cada um deles vindo da cidade em que estava pregando no momento.

O Decretum Gelasianum, já na década de 490, declarava que a literatura no estilo transitus Mariae era apócrifa.

Uma carta em armênio atribuída a Dionísio, o Areopagita, também menciona o evento, embora seja uma obra muito posterior, escrita em algum momento do século VI. João Damasceno, de sua época, é a primeira autoridade eclesiástica a advogar a doutrina pessoalmente (e não na forma de obras anônimas). Seus contemporâneos, Gregório de Tours e Modesto de Jerusalém, ajudaram a promover o conceito por toda a igreja.

Assunção da Virgem -  Antoine Sallaert - (1580/1585–1650) - Sotheby's
Assunção da Virgem –
Antoine Sallaert – (1580/1585–1650) – Sotheby’s

Em algumas versões da história, o evento teria ocorrido em Éfeso, a Casa da Virgem Maria, embora esta seja uma tradição muito mais recente e localizada. As mais antigas todas apontam que o fim da vida de Maria se deu em Jerusalém (veja “Túmulo da Virgem Maria”). Pelo século VII, uma variação apareceu, que conta que um dos apóstolos, geralmente identificado como sendo São Tomé, não estava presente na morte de Maria, mas sua chegada atrasada teria provocado uma reabertura do túmulo da Virgem, que então se descobriu estar vazio, com exceção de suas mortalhas. Numa outra, posterior, Maria lançaria do céu sua cinta para o apóstolo como uma prova do evento. Este incidente aparece muitas vezes nas pinturas sobre a Assunção.

A doutrina da Assunção de Maria se tornou amplamente conhecida no mundo cristão, tendo sido celebrada já no início do século V e já estava consolidada no oriente na época do imperador bizantino Maurício por volta de 60015 . O evento era celebrado no ocidente na época do papa Sérgio I no século VIII e foi confirmada como oficial pelo papa Leão VI.

O debate teológico sobre a Assunção continuou depois da Reforma Protestante e atingiu um clímax em 1950, quando o papa Pio XII o definiu como dogma para os católicos. O teólogo católico Ludwig Ott afirmou que A ideia da assunção corpórea de Maria foi expressa pela primeira vez em certas “narrativas de trânsito” [transitus Mariae] nos séculos V e VI.

O primeiro autor a falar da assunção corpórea de Maria, em associação com um transitus apócrifo, foi São Gregório de Tours. O escritor católico Eamon Duffy afirma que “não há, claramente, nenhuma evidência histórica para ele”. Porém, a Igreja Católica jamais afirmou ou negou que seu ensinamento tenha se baseado em relatos apócrifos. Os documentos eclesiásticos nada comentam sobre o assunto e, ao invés disso, apontam outras fontes e argumentos como base para a doutrina.

Definição do Dogma

Em 1 de novembro de 1950, na constituição apostólica Munificentissimus Deus, o papa Pio XII declarou a Assunção de Maria como um dogma:

Pela autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e em nossa própria autoridade, pronunciamos, declaramos e definimos como sendo um dogma revelado por Deus: que a Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, tendo completado o curso de sua vida terrena, foi assumida, corpo e alma, na glória celeste.

Principais títulos

Nossa Senhora da Assunção é a denominação dada a Virgem Maria em alusão a sua assunção aos céus. A festa da Assunção é comemorada dia 15 de agosto. Também é conhecida como Nossa Senhora da Glória ou Nossa Senhora da Guia. É padroeira de diversas cidades brasileiras, entre elas, Fortaleza, Cabo Frio no Rio de Janeiro, Jales no interior de São Paulo.